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População europeia tem falta de selénio




Numa revisão recente, a Professora Margaret P. Rayman, uma das maiores especialistas mundiais em questões relacionadas com o selénio, analisou os estudos recentes realizados com este nutriente. Esta revisão conclui que a maioria dos europeus tem níveis baixos de selénio, por isso podem beneficiar ao tomar suplementos com este nutriente. Noutras regiões do mundo, onde a ingestão de selénio é muito mais elevada, a suplementação não tem benefícios.

Num artigo, publicado no The Lancet, Rayman analisa os estudos com selénio dos últimos anos e conclui que o nutriente tem propriedades benéficas em áreas como: protecção contra vírus, fertilidade, distúrbios da tiróide e cancro.

Alguns casos de referência:

Sistema imunológico
Suplementos de selénio melhoram a função imunológica de idosos, tendo um efeito citostático sobre os tumores, e também reduzem o tempo de hospitalização de doentes com HIV e aumentam as taxas de sobrevivência dos filhos de mães infectadas pelo HIV.

Fertilidade
Suplementos de selénio têm sido utilizados para melhorar os parâmetros de qualidade do esperma nos homens. Baixos níveis de selénio aumentam o risco de pré-eclâmpsia e parto prematuro.

Glândula da tiróide
Suplementos de selénio podem reduzir o risco de doença auto-imune da tiróide e cancro na glândula da tiróide.

Coração
Em grandes estudos populacionais, o selénio demonstrou proteger contra as doenças cardíacas e ser capaz de reduzir o risco de doença cardíaca, melhorando o perfil lipídico do sangue.

Conclusão
Esta revisão mostra efeitos positivos da suplementação com selénio, nos casos em que há baixos níveis de selénio (isto é relevante para praticamente todos os europeus), enquanto que a suplementação de selénio em combinação com uma ingestão elevada de selénio na dieta alimentar (principalmente os Estados Unidos) não é esperado que tenha benefícios. Os benefícios da suplementação em pessoas com baixos níveis séricos de selénio foram cientificamente documentados.

Referências:
Rayman MP. Selénio e saúde humana. The Lancet 2012; Feb.29. E pub-ahead of print